Entrevista do Key para a Harper’s Bazaar

15 dez

sAbe0SxA juventude romântica de Key

Key é um ídolo raro que não consegue esconder suas cores verdadeiras.

O motivo dele parecer tão divertido e cheio de energia mesmo quando está reclamando de qualquer coisinha é porque ele genuínamente aproveitando o momento. Encontramos um jovem saudável que sabe como contar sua verdadeira história: Key.

Por volta da época da estreia do SHINee, Key não se destacava quando comparado com os outros membros. Jonghyun tinha habilidades vocais marcantes. Minho parecia que tinha saído diretamente de uma história em quadrinhos para garotas. Onew mexia com os corações das noonas com uma aparência digna de seu nome [Onew significa suave]. Taemin era o mais novo, doce como uma margarida e mais bonito que muitas garotas. Key, por outro lado, parecia um garoto meio frio e relativamente quieto. Mas seu talento foi gradualmente aparecendo e começou a chamar atenção. Tendo uma vez dito sem inibições em um programa de variedades que “se eu quiser fazer algo, preciso que alguém consiga o trabalho para mim“, ele agora tem sua carreira indo e vindo entre o palco e a telinha. Ele tem promoções do 5° mini-álbum do SHINee, Everybody, e vai atuar como D’Artagnan em Os Três Mosqueteiros, que começa em 13 de Dezembro. Este é seu terceiro musical, contando com Catch Me If You Can e Bonnie & Clyde.

Mas comecei a ficar curiosa pelo verdadeiro Key, em vez do “Key do SHINee”, foi quando ele começou a mostrar suas qualidades mais fáceis de se identificar com. Ele gosta de café, peixe e fritas, mas tinge o próprio cabelo e reclama dos preços caros dos salões de beleza de Gangnam. Dentro dessa pessoa coexiste um garoto da cidade exigente e o vizinho comum. Seu amor por si mesmo é tão forte que mesmo durante uma viagem sozinho ele tirou intermináveis fotos de si mesmo enquanto dizia que “não é legal se não tiver o meu rosto” e compartilha seus sentimentos verdadeiros como “seria maravilhoso se eu tivesse entrado pro We Got Married” na televisão. É difícil encontrar um ídolo que escolhe um hostel jovem no lugar de um hotel, quando ele viajou por Londres, e que conversa com os locais. Apesar de ele falar o que pensa, também é ele quem mais sofre com as travessuras que os membros aprontam (chegando ao ponto dos fãs chamarem-no de Key-mori). Key tem tanta ambição e inveja, tantas coisas que ele ama e odeia. Enquanto o escuto falar “queria que o tempo fosse mais devagar“, penso comigo mesma que ele é um jovem saudável que dá o seu melhor para aproveitar o presente.

[Café, peixes e fritas: a cultura ocidental é relacionada com coisas caras, então este tipo de comida é considerado como um luxo.
Key-mori: significa que ele se deixa levar pelos outros e é o alvo de brincadeiras, mas de um jeito afetuoso.]

Você faz o papel de D’Artagnan em Os Três Mosqueteiros e está trabalhando novamente com Um Ki Joon e Park Hyung Sik, com quem você já atuou em Catch Me If You Can e Bonnie & Clyde. Estarem juntos em uma série de musicais deve ajudar às vezes, mas também pode ser um fardo ao mesmo tempo.

É bastante confortável. Os Três Mosqueteiros especialmente tem muitos resultados possíveis. São quatro personagens principais e um número de segmentos interativos com a plateia. Além disso, tem cenas que acabam levando a improvisações. Por exemplo, todos os quatro personagens precisam sair após ouvir “agora, vamos!” e essa fala sai diferente para cada ator. Um pode dizer, “vamos começar” e o outro “vamos?”. Trabalhar com atores com quem você é familiar é bom em questão de grupo, direção de palco e sinergia. Também ajuda quando vou entrar na sala e procuro por rostos conhecidos. O motivo para qualquer fardo é, simplesmente, minha ambição de fazer cada vez melhor.

Personagens renascem toda vez que eles vem à vida por diferentes atores, mas é mais fácil de comparar isso quando é num musical com vários no mesmo papel. Como será o D’Artagnan do Key?

Pensei bastante nisso. No caso do Um Ki Joon hyung, ele é simplesmente demais por causa de sua longa carreira de musicais, e acho que Hyung Sik vai desenvolver o personagem com seu próprio apelo masculino. Pensei em fazer diferente. Estou construindo um personagem que vive e morre pela justiça, não tem algo assim no final da adolescência quando você olha pra uma coisa e não liga pra mais nada? Um D’Artagnan que é completamente ingênuo para qualquer outra coisa.

Parece parecido com a personalidade do Key.

Olhando para o meu eu de 18 anos, eu era muito assim. D’Artagnan viajou bastante desde casa para se tornar um mosqueteiro e lutar pela justiça, mas na peça, os hyungs ficaram provocando ele por ser um rapaz do interior e isso o deia irritado. Ensaiar essa cena me deixou pensando nas nossas similaridades em se aborrecer quando ouvimos algo que não queremos; nesse tipo de coisa, eu tenho pouco tato.

O que quer dizer, você não é perceptivo? Não é mesmo aguçado? Nessa era de ídolos-entretenidores bons em tudo, vi você dizer sem hesitação que não quer compor ou escrever letras. Fiquei com a impressão de que você é rápido em auto-avaliar no que é bom ou não?

Não acho que compor ou escrever letras sejam dons que Deus deu a mim. Não sei quando virou obrigatório todos os ídolos comporem e escreverem, mas por agora quero cantar músicas feitas por gente melhor nisso do que eu, em vez de criar algo sozinho. Comparado a isso, musicais são algo que eu estava muito interessado em tentar. Especialmente os musicais “show” feitos em Broadway! Quando Catch Me If You Can foi anunciado, aproveitei a oportunidade (risos).

Seu primeiro musical, Catch Me If You Can, era focado no personagem principal, enquanto o segundo, Bonnie & Clyde, dava importância à dinâmica de um casal. Desta vez, em Os Três Mosqueteiros, com seu lema “um por todos e todos por um”, é crucial dar vida ao espírito de laço fraternal. Cada um tem seu charme diferente, qual estilo mais combina com você?

No caso de Catch Me If You Can, tive dificuldade durante os ensaios, até eu realmente subir no palco e começar a me divertir. Era minha primeira vez e eu tive de aprender tudo, do início ao fim, em um mês. Era uma peça em que eu podia cantar e dançar e vagar pelo palco em 40 apresentações para mostrar minha própria energia. Comparado a isso, Bonnie & Clyde tinha a novidade de eu poder mostrar muitas coisas que não pude antes. Tiveram cenas de amor que poderiam ser consideradas picantes e palavrões voando ali e aqui (risos). Catch Me If You Can combinou comigo e Bonnie & Clyde foi onde me adaptei bem. Os Três Mosqueteiros é diferente de tudo que já experimentei antes. Precisa de treino de esgrima e, como acontece no passado, tenho de prestar atenção extra em detalhes como o vocabulário e o estilo de fala. Não posso deixar minha modernidade aparecer.

Assistir você cantar A História de Um Casal de 60 Anos, de Kim Kwang Suk, no Radio Star me deixou pensando que o Key do SHINee é um ídolo muito atraente agora, mas Kim Kibum é alguém que valoriza sentimentos à moda antiga. Você até escolheu Notting Hill como seu filme favorito.

Acho que a cultura floresceu no século 20. O primeiro filme que assisti foi A Noviça Rebelde e o filme mais moderno que vi recentemente deve ser Mudança de Hábito (risos). Gosto muito de Uma Garota Irresistível, e às vezes me pergunto como o filme seria se tivesse sido gravado quando Andy Warhol ainda era vivo. O vídeo e áudio seriam de qualidade mais baixa, comparado com agora, mas teria aquela energia e originalidade que são específicos para aquele momento. Diferente dos filmes, eu me esforço em pesquisar e ouvir músicas atuais. Eu estou na indústria musical, então tento escutar tudo que posso. Neil Diamond, Kanye West, Justin Timberlake… Tenho tantas coisas que gosto que algumas pessoas perguntam do que exatamente eu gosto (risos).

Soube que você tem muito interesse em moda. Se não fosse assim, por que seus cachorros se chamam Comme des e Garçon, não é? (risos)

Eu não dei esses nomes porque gosto da marca Comme des Garçons mais que de todas, mas porque essas palavras em francês tem um bom som. Elas não ficam bem na língua? Tem muitas pessoas que se referem à marca só como Comme des, em vez do nome completo com garçon, que significa “rapaz”. Na verdade, não sou do tipo que fica com só uma marca. Não sei a marca das roupas que estou usando agora. Só comprei porque achei único. Meu foco ultimamente é em misturar e combinar. Se tem uma peça cara, então tento jogar algo vintage ou excêntrico, que você nem sabe se deveria estar usando ou estilizando como bem quer. Mas sinto que é seu estilo pessoal, e não seu rosto, que deixa a primeira impressão mais forte. Quando escolho minha roupa, geralmente penso, “o que alguém que está me vendo pela primeira pensaria depois de ver esta roupa?”.

Que sentimentos você botou no visual de hoje (ele está usando uma camisa branca dentro de uma capa feita com um muffler de tartan xadrez, calça jeans skinny e tênis Converse customizados)?

Francamente, estava muito cansado hoje para me vestir em detalhes, este visual é bem normal, mas achei que a capa faria parecer que eu não estava completamente nem aí. Está tudo bem as pessoas não quererem se vestir como eu. Mas gostaria que elas me considerassem estiloso. Assim como nem todo mundo quer ser como Edie Sedgwick ou Andy Warhol, mas não conseguem deixar de sentir seus corações flutuando quando veem o cabelo prateado e fino, mas volumoso, do Andy Warhol. E eu gostaria que as pessoas soubessem que a moda pode ser usada no dia a dia. Eu não costumava achar que a moda era um mundo distante? Quando pequeno, até eu já perguntei, “por que os designers fazem os modelos se vestirem assim se ninguém se veste assim”, quando assistia os desfiles. Apesar de que parece que as coisas melhoraram, as pessoas ainda sutilmente te menosprezam quando escutam que você gosta de moda. Então, mesmo me vestindo fora do convencional, faço caretas engraçadas e ajo naturalmente.

Você tem esse estilo de garoto maneiro, mas olho e vejo algo que não é como os outros jovens de hoje em dia. No programa SHINee’s Wonderful Vacation, você se preocupou quanto ao aluguel de uma loja que não tem clientes, pegou uma caixa vintage porque achou bonita, mas devolveu porque era muito cara. Você não acreditaria por quanto tempo aquilo me fez rir (risos).

Muito disso vem dos meus pais. Papai é um homem de negócios e Mamãe usava Marc Jacobs antes mesmo de mim. Papai não fazia nenhuma compra cara mesmo se for bonita. Mas Mamãe vai comprar algo bonito, mesmo se for caro. Por isso, não consigo comprar ou não comprar. Eu balanço para frente e para trás, dizendo “ah… é tão bonito, mas tão caro” (risos).

Acho que mostrar esse tipo de emoção, de algum jeito faz você parecer o mais animado entre o SHINee, uma impressão que se destaca com você aproveitando tudo o que faz.

Isso não vem naturalmente se você pensar como seu próprio? Primeiro de tudo, é realmente divertido. Não consigo esconder quando fico animado. É da minha natureza. Tento ser eu mesmo, assim como me visto e ajo por instinto. É uma imagem que se solidificou por tanto tempo que mesmo quando faço algo de estranho, os fãs só ficam “tudo bem, já que é você” e entendem. Acho que as pessoas geralmente amam muito esse lado meu ou realmente odeiam. É raro alguém só falar “tanto faz”.

SHINee é um grupo bem feito. Vocês estão sempre fazendo algo diferente, enquanto continuam no estilo “música para os olhos” do gênero de música de ídolos. As apresentações do novo mini-álbum são boas, mas a construção bem feita dessas sete músicas distintas também é muito impressionante. Qual faixa é a sua favorita?

Everybody antes de ser feito o arranjo. Não tenho muita certeza depois disso. Não é meu estilo (risos). Acho que é por isso que prefiro Close The Door. A letra e a melodia são de um músico underground chamado Jinbo e ele não trabalha muito com empresas grandes. Significa muito por causa disso e eu gosto da sensação dessa música mais do que das outras.

Assistindo a você com o SHINee e em programas de variedade me levam a concluir, mesmo enquanto te entrevisto, que você é determinado e tem talento de sobra. Tem alguma área em que esteja interessado além de cantar e musicais?

Quero apresentar um programa de TV. No canal OnStyle [um canal de moda]! Não acha que combina comigo (risos)?

Fonte: pixiecloud
Tradução & Adaptação: Vivi @ SWBr
Não retirar sem os devidos créditos.

2 Respostas to “Entrevista do Key para a Harper’s Bazaar”

  1. Ana dezembro 15, 2013 às 18:03 #

    kkkkk o visual do key tava divo, melhor que eu quando eu vou para uma festa kkkk
    e ele ainda fala que não se produziu, gente humilde é outro nivel huhasuhsus
    muito fofa a entrevista do key isso so me fez gostar mais ainda dele S2 espero q ele continue ser a pessoa maravilhosa q ele é

  2. Deborah デボラ dezembro 16, 2013 às 19:27 #

    olhando para sherlock e everybody sinto como se fossem 2 keys diferentes.. sei la porque

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